quinta-feira, 17 de março de 2011

Conselhos para os amigos chegados

Se eu fosse te dar um conselho, falaria para tomar pouco sol. Ele é um vilão. Diria para beber muita água e comer a ponto de não ficar exageradamente acima do peso. Contaria que meu ponto de vista sobre o amor é duvidoso, porque o amor é uma grande dúvida em si mesmo e que, talvez, o verdadeiro amor a gente conhece através dos amigos chegados. Espalharia a boa notícia de que a beleza é para os jovens, podem existir adultos bonitos, porém a juventude é mais sedutora e quando ficarmos maduros a nossa beleza será apenas um reflexo de quem éramos no auge dos nossos 20 anos. Aconselharia a não se preocupar demais, casamento não é necessidade, filhos também não, romances muito menos, todas essas coisas são importantes, mas não são principais. Diria que o passado não se concerta, mas o futuro se constrói. Diria que elogios demais estragam o ego e elogios de menos matam. Por fim, diria que a vida é um labirinto e que uma vez estivemos juntos nele.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O findar e o prólogo

Vem recolhendo o seu mel

Sem medo de do seu rastro eu me perder

Esqueces que estás a apagar

Os capítulos da nossa história

E as pegadas do tempo

Contas, antecipadamente, o fim da novela

Assim, sem abrir suas janelas

Para não escancarar o medo

Ficas a jogar conversa fora

Veste-se de escudos sem precisar

Pois já estou aos seus pés a lhe dizer

Mil segredos por detrás do véu

E se vai conforme amanhece o céu

Sozinha no seu caminho a percorrer

Qualquer direção que o sol iluminar

Quanto a “nós”, nisso já não há vitória

Nem fracasso, nem vazio, nem inteiro

Nem ao menos um sentimento de espera

Pensas que o meu final não foi feliz

Porém, aqui estou, mesmo que por um triz

Visto minhas roupas de estreia

E no palco contemplo outra atriz

E de ti estou, estou a mudar de ideia